quinta-feira, novembro 10, 2005

Ranking das profissões

Médico e administrador ganham melhor
Conclusão é de estudo da Fundação Getúlio Vargas sobre profissões com maior chance de inserção no mercado de trabalhoJanaina Lage

RIO DE JANEIRO – Médicos e administradores estão no topo da lista de profissões mais bem pagas do País, de acordo com o estudo O Retorno da Educação no Mercado de Trabalho, divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os médicos com mestrado ou doutorado estão no topo da lista de chance de ocupação, com 93% de probabilidade de estar empregado. Esta categoria tem uma remuneração salarial média de R$ 8.966. Em compensação, os médicos também lideram a lista do número de horas trabalhadas por semana, com uma jornada média de 52,02 horas. Já os médicos com graduação têm um salário médio de R$ 6.705 e uma probabilidade de ocupação de 90%.

No sentido oposto, os formados em teologia estão entre as piores colocações e em terceiro lugar na jornada de trabalho, com 49,03 horas semanais.

ESCOLARIDADE – Para a FGV, a pesquisa comprova a relação direta entre escolaridade e remuneração. "A hierarquia educacional se reflete na hierarquia dos resultados observados no mercado de trabalho, ou seja, aquele que estudou mais recebe salários mais altos e tem maiores chances de conseguir trabalho", afirmou o coordenador do estudo, o economista Marcelo Neri. Ele destaca que a pesquisa pode ser instrumento tanto do desenho de políticas públicas como para auxiliar a escolha do cidadão na hora de prestar vestibular ou escolher um curso de pós-graduação de acordo com o retorno que cada profissão pode oferecer.

As cinco mais

1- Medicina - (mestrado ou doutorado) - Salário médio: R$ 8.966,07
2- Administração - (mestrado ou doutorado) - Salário médio: R$ 8.012,10
3- Direito - (mestrado ou doutorado) - Salário médio: R$ 7.540,79
4- Ciências econômicas e contábeis - (mestrado ou doutorado) - Salário médio: R$ 7.085,24
5- Engenharia - (mestrado ou doutorado) - Salário médio: R$ 6.938,39

É evidente que categorias como a dos políticos profissionais, onde o dim-dim corre solto não foram consideradas. Por outro lado, onde estariam posicionados os professores? Não se pode esquecer que é deles a missão de elevar ao patamar superior os candidatos ao diploma.

Para que pudessem ser avaliados entretanto, algumas adaptações teriam que ser feitas. Em boa parte das vezes os docentes trabalham com uma hora de 50 minutos, diferente da maioria dos mortais. Outra questão é que a formação em nível superior somente há pouco tempo passou a ser uma exigência, portanto, o nível de escolaridade era, sabidamente, inferior à dos demais profissionais.

Pergunto: por que os professores devem ter a regalia de uma aposentadoria por tempo de serviço menor que as demais categorias profissionais, como os médicos, por exemplo, com suas jornadas de trabalho médias em torno de 52 horas semanais e um trabalho estressante na pressão entre a vida e a morte?

3 comentários:

Vinicius disse...

Talves isso explicaria sua pergunta Marcelo, e claro alem dos professores ganharem aproximadamente 1/4 da media dos medicos e trabalharem mais, porque alem da escola ainda trabalham em casa...

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Anônimo disse...

Médico também trabalha em casa, e a violência também acomete a classe médica e os outros trabalhadores da sáude

Marcelo Freitas disse...

Caro Vinícius,
acredito que o seu "talves" no início do comentário explica mais que qualquer argumento que eu pudesse utilizar. Obrigado pela contribuição.