terça-feira, novembro 01, 2005

Portadores de Deficiência (1)


Acessibilidade chega ao ensino a distância


Iniciativa de capacitar remotamente portadores de deficiência para o mercado de trabalho é pioneira

Por lei, empresas com mais de cem funcionários devem empregar deficientes -de 2% a 5%- de acordo com o número de funcionários. O entrave para o cumprimento da cota, segundo as firmas, é a falta de capacitação das pessoas com deficiência.

Já os deficientes alegam que a busca pelo aperfeiçoamento profissional passa por entraves físicos, de locomoção, visuais e auditivos. Esse círculo vicioso pode estar perto do fim.

Uma experiência inédita no país tende a mudar a relação de dependência do deficiente com o ensino formal, facilitando sua entrada ou recolocação no mercado de trabalho. A FGV Online, da Fundação Getulio Vargas, e o Instituto Paradigma, que trabalha com a inclusão econômica e educacional de pessoas com deficiência, vão promover cursos a distância acessíveis a esse público-alvo.

"A educação a distância é o menor caminho entre o aluno portador de necessidades especiais e a educação", diz Ronaldo Mota, secretário da Educação a Distância do Ministério da Educação.

Para Ana Beatriz Thé Praxdes, responsável no Instituto Paradigma pela implementação do projeto, a nova tecnologia tem grandes chances de ser replicada para cursos de educação a distância no país, que dispensam a locomoção, mas ainda não conseguem atender esse público. "Vamos tornar acessíveis os cursos que já existem na FGV Online e oferecer outros específicos."

"[O deficiente] deve se qualificar. Não é só porque a lei de cotas existe que ele tem emprego garantido", recomenda Flávia Cintra, coordenadora de inclusão econômica do instituto.

Na avaliação do secretário Ronaldo Mota, a educação a distância é inclusiva. "Nela, o aluno não é incapaz. É uma oportunidade de romper o isolamento." O aumento do nível de escolaridade do deficiente tende a evitar que ele só seja empregado em cargos específicos para atender a legislação. Essas ocupações levam em conta apenas a restrição física ou mental do profissional.
Existe um slogan: "deficiência é eficiência". Mas nada é mágico. Todo mundo tem de se preparar, passar por um longo processo de aprendizagem", pondera Elisabeth Teixeira, coordenadora de capacitação para o trabalho da Apae-SP (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). (Andressa Rovani)

3 comentários:

Pais eficientes disse...

Um bom artigo.
Pff visite www.paiseficientes.blogspot.com.

Anderson Chaves disse...

Achei o artigo interessantte e gostaria de sua permissão para poder utilizar essa foto para ilustrar um artigo meu na internet. Meu email é seismeio@gmail.com.
Muito obrigado.

Déynhaaa disse...

Olá!Achei muito bom o artigo, muito interessante!Como estou fazendo um documentário a respeito disso gostaria da permissão para colocar essa foto nele!Será que posso!??

e-mail: deia.maxado@hotmail.com